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Nossa história

Eu participava de grupos de oração da RCC: Paróquia da Ressurreição – Goiabeiras, Comunidade em Maria Ortiz, também da comunidade onde morava, André Carloni – Serra, realizava pregações, fazia celebração da Palavra na comunidade local e inserida na pastoral carcerária, mas dentro de mim uma inquietação interior muito grande, isto não me bastava na vivência cristã. Desejava algo mais que não sabia explicar. A vida não era somente aquilo que já havia conquistado a nível pessoal e profissional e quanto mais ia participando ativamente da Igreja, mais ia sentindo uma inquietude interior, o anseio por algo desconhecido. Perguntava-me: “Será que a minha vida é só isto?” Tem algo mais…

Foi dentro deste meu contexto de vida, que recebi o convite de Victor para participar de um grupo (todos lideranças da RCC)  que se reuniam para rezar aos domingos após a missa – dois casais: Sérgio e Aline, Raquel e Victor – e  realizar partilha de vida, sentiam o desejo de vida comunitária.  Aceitei imediatamente, pois meu coração ardia por algo novo e senti neste convite meu coração aquietar-se. Nunca eu havia ouvido falar da existência de Comunidades de Vida e Aliança.

Juntos, participávamos da missa diariamente, rezávamos as laudes e chegamos a morar juntos por uma semana culminando com um retiro espiritual onde em oração fui impelida pelo Espírito Santo, numa voz interior, a abrir a Palavra em II Tim 2, 1-13. Neste ínterim, o então seminarista, padre Anderson (Diocese de Cachoeiro de Itapemirim- ES), tocou a campainha, entrou e disse que Deus o havia enviado até lá para me dizer que era aquilo mesmo que eu tinha entendido.

Nesta palavra de Deus senti-me chamada a deixar tudo (trabalhava como professora efetiva da rede estadual de ensino e da escola particular onde lecionava e a família) para viver e seguir Jesus e só a Ele pertencer trabalhando na construção do Reino. Logo depois disto fui morar na casa de Victor e Raquel.

Entre nós foi crescendo a amizade, mas também o compromisso entre si e um desejo de que mais pessoas pudessem experimentar daquilo que vivíamos. Fizemos compromissos entre nós numa missa na Paróquia Santa Rita de Cássia – administrada pelos Agostinianos.

Eunice integrou-se ao grupo depois, enriquecendo-nos com seus conhecimentos e vivência da espiritualidade da RCC. Assim por longo tempo nos denominamos fundadores, pois surgia uma comunidade que chamamos de Sagrada Família, nome que não me encheu o coração, mas nada falei.

Partilhar o que estávamos vivendo com o Arcebispo de Vitória D. Silvestre foi conseqüência da nossa inserção eclesial e profundo amor a Igreja. Ele por sua vez falou-nos uma frase profética: “Deus geralmente é lento em suas ações, mas quando quer vai a galope” e nos abençoou, incentivando-nos a continuar.

Outros foram chegando. No principio muitos jovens, mas na medida da exigência da radicalidade evangélica, foram saindo. Mas, alguns permaneceram como Eliana Cristina, primeira na comunidade de vida, Deidilaura Aparecida, a segunda.

Hoje… 20 anos depois…

Doris Almeida – Fundadora da Com. Epifania