ASPIRANTADO
O aspirante é aquele irmão que entra em processo de conhecimento. Ele faz o vocacional ou algum encontro promovido pelas comunidade e deseja conhecer mais sobre a vocação Epifania em vista de um apelo interior manifesto. Esse conhecimento é recíproco, ou seja, é um tempo onde a Comunidade também deseja conhecê-lo mais.
Não existe um tempo estabelecido para um irmão iniciar o aspirantado. O tempo de aspirantado depende do discernimento do Conselho da Comunidade.
O aspirante se compromete a :
· Assumir as regras de oração da comunidade;
· Participar da formação mensal comunitária;
· Do louvor comunitário;
· Dos estudos do Catecismo da Igreja
· Participar do retiro anual de formação humana e comunitária;
· Fazer as leituras básicas dos livros indicados.
· participar e ajudar nos eventos promovidos pela Comunidade;
Obs: O aspirante não precisa deixar nenhum ministério exercido fora da Comunidade.
POSTULANTADO
O postulante à Comunidade Epifania é o fiel católico que entra em processo de discernimento e formação com vistas à Consagração na vocação comunitária, bem como ao seu estado de vida.
A admissão do Postulante na Comunidade se dá anualmente, na festa da Apresentação de Nossa Senhora, após o período de aspirantado com prévio consentimento do Conselho da Comunidade, continuando a ser, o então postulante, acompanhado pelo seu formador pessoal. É um tempo de maior convívio, sujeitando-se desde logo às regras da Comunidade. Desta forma o postulante só exercerá ministérios fora da Comunidade com o discernimento do Conselho.
O postulante deve, incentivado pelo formador, fazer a leitura do material de formação indicado.
O postulantado tem um tempo de duração de um ano, sendo que o Postulante não o deixará antes de completar integralmente o tempo. Haverá decerto momentos difíceis, mas são estes os mais preciosos para o discernimento de forma consciente e segura. A opção pelo não ingresso no nível de Noviciado importa na exclusão do Postulante da Comunidade.
NOVICIADO I e II
O noviço na Comunidade de Epifania independe do estado de vida a que Deus chamou (I Cor. 7); CHRISTIFIDELIS LAICI N.º. 56, parágrafo 3º. e 4º).
O compromisso é feito após um ano de postulantado. O formador leva ao Conselho, para discernimento do ingresso no Noviciado, o nome do Postulante acompanhado de uma carta redigida pelo mesmo, contendo uma auto-avaliação e os motivos que o levam a pedir o ingresso no estágio de Noviciado de Vida ou Aliança. Seja fazendo o noviciado para a comunidade de vida ou de aliança, o noviço passa pelo período nazireno.
Durante o período de 2 (dois) anos, o noviço será acompanhado pelo seu formador pessoal, seguindo as regras da Comunidade. É um tempo de aprofundamento da vocação. Ao fim do primeiro ano, o noviço renovará, ou não, o seu compromisso. A não renovação do compromisso importa em opção pela exclusão da Comunidade. A renovação do compromisso habilita o noviço a mais um ano de aprofundamento da sua vocação, tempo este que deverá ser cumprido integralmente.
Após dois anos de noviciado, o formador leva o nome ao Conselho para discernimento quanto a sua Consagração, acompanhado de uma carta feita pelo noviço contendo uma auto-avaliação e os motivos que o levam a pedir a sua consagração.
REGRAS DO PERÍODO NAZIRENO:
O QUE É O PERÍODO NAZIRENO?
-Para os solteiros:
O período nazireno caracteriza-se por um compromisso de celibato por um ano, que não é promessa (CIC 2101) nem voto (CIC 2102).
‘ao lado das formas diversas de vida consagrada “acrescentam-se as sociedades de vida apostólica cujos membros, sem os votos religiosos, buscam a finalidade apostólica própria da sua sociedade e, levando vida fraterna em comum, segundo o próprio modo de vida, tendem à perfeição da caridade pela observância das constituições. Entre elas há sociedades cujos membros assumem os conselhos evangélicos” por meio de algum vínculo determinado pelas constituições.’ (CIC 930)
É, portanto, um período de despojamento da sua própria vontade para escutar mais profundamente a Deus a respeito da sua vocação e da sua missão. O fato de não se tratar de um voto, não significa que seja menos sério ou de menor responsabilidade o ato assumido, mas implica, igualmente na fidelidade ao ato assumido.
É período de despojamento do tempo e necessidade de disciplina das atividades pessoais para que tudo se organize. Jamais pode implicar em negligência no ministério e na observância das regras, além daqueles momentos de convocação realizados pelo Conselho da Comunidade. Somos chamados a dedicarmos o nosso tempo, que é precioso, às coisas da comunidade, segundo às suas necessidades e conforme o dom de cada um.
-Para os casados:
O período nazireno implicará no início da vivência dos conselhos evangélicos, na dedicação à obra por um tempo determinado pelo Conselho da Comunidade.
-Noviço à Comunidade de Vida:
O noviço à comunidade de vida passa o noviciado I na casa da comunidade de vida, deixando seu emprego, caso tenha. Assim como Deus falou a Abraão:
“Deixa tua terra, tua família e a casa de teu pai, e vai para a terra que eu te mostrar. Farei de ti uma grande nação; eu te abençoarei e exaltarei o teu nome, e tu serás uma fonte de bênçãos” (Gn 12, 1-2).
“Se queres ser perfeito, vai, vende teus bens, dá-os aos pobres, e terás um tesouro no céu.” (Mt 19, 21)
É assim que Jesus chama os noviços à vida.
O despojamento implica em um desalojar-se, desinstalar-se, “desensimesmar-se”, deixar as suas seguranças, comodidades. Em compensação, é o próprio Deus que da mesma forma que garante a Abraão, garante também a cada um de nós, e a comunidade como um todo, as bênçãos que se seguirão após este passo,. O texto termina confirmando o que Jesus quer que sejamos, uma fonte de bênçãos, com certeza, ser um referencial.
O período na comunidade de vida tem como objetivo uma experiência de vida comunitária e celibatária, ajudando no discernimento. É um tempo de intensa vida de fraternidade onde devem realizar os compromissos e regras da casa integralmente. É também, um passo a mais para o despojamento, pois sairão de suas casas para viverem a partilha, a fraternidade, a oração e o trabalho numa vida em comum.
“E todo aquele que por minha causa deixar irmãos, irmãs, pai, mãe, mulher, filhos, terra ou casa, receberá cêntuplo e possuirá a vida eterna.” (Mt19, 29)
- Noviço à Comunidade de Aliança
- Noviço à Comunidade de Aliança Residencial
CONSAGRADO
A consagração é a forma de inserção daquele membro que possui a vocação “Epifania” e assume publicamente, diante de Deus e dos seus irmãos, na festa da Apresentação de Nossa Senhora, fidelidade total à Comunidade, seguindo suas regras e esforçando-se cada vez mais por unir à fé a virtude, à virtude a ciência, à ciência a temperança, à temperança a paciência, à paciência a piedade, à piedade ao amor fraterno e ao amor a fraterno a caridade (II Pd. 1,3-11).
Dentro da Família de Nazaré, Maria é modelo para nós. Ela despojou-se de si mesma e permitiu que Jesus fosse concebido em seu ser: “Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a Tua Palavra” (Lc.1,38). Maria tudo fez para a Glória de Deus.
“ESTÁS INSERIDO NA IGREJA, SE FORES MARIA; ISTO É, SE ESTIVERES PRONTO A SUMIR NA SOMBRA, A PASSAR TALVEZ DE UM POSTO DE COMANDO AO ÚLTIMO POSTO DE SERVIÇO; SE DIANTE DA AUTORIDADE FORES A OBEDIÊNCIA; DIANTE DA FAMA, O DESCONHECIDO; DIANTE DA LUZ, A SOMBRA; DIANTE DA PALAVRA, O SILÊNCIO. ASSIM EXERCITAS A VIRTUDE MARIANA, PARA CHEGARES A SER O NADA DIANTE DO TUDO, O INFINITO AOS PÉS DO ALTÍSSIMO”(autor desconhecido)
Sermos membros da Comunidade envolve fazermos, como Maria, tudo para a Glória de Deus e assim nos libertamos de coisas em nossa vida que não convém à Glória d’Aquele que nos predestinou para sermos santos e irrepreensíveis aos seus olhos (Ef.1,4). O nosso apostolado se tornará, então, caminho para a nossa santidade.
Percorrer o caminho de Maria, como modelo, é percorrer o caminho de Jesus. Há duas coisas que marcaram a vida de Cristo e que também devem ser característica da nossa, já que Ele tem de reviver em nós essa vida. São elas:
a - UM PROPÓSITO: “Eu não procuro a minha glória, mas a Glória d’Aquele que me enviou”. ------HUMILDADE
b - UMA REGRA DE AÇÃO: “Meu alimento é fazer a vontade d’Aquele que me enviou”. (Jo.4,34)
a - Propósito: Realmente, é bom que se faça tudo para a Glória de Deus, mas devemos deter-nos um pouco a considerar se esta e aquela coisa concretamente , servirão para dar Glória a Deus. Pouco interessa concentrar-se em oferecer, se não se repara naquilo que se oferece.
Consagrar-se é uma coisa excelente, mas um propósito implica a compreensão e a ponderação dos meios dirigidos a este fim. Podemos promover a Glória de Deus se o nosso espírito for o espírito de Cristo.
Tanto em nossa vida pessoal como na Comunidade devemos estar atentos àquilo que oferecemos a Deus. “Ora, quem nos confirma a nós e a vós em Cristo, e nos consagrou, é Deus. Ele nos marcou com o seu selo e deu aos nossos corações o penhor do Espírito”. (II Cor. 1,20-22)
A vocação dos fiéis leigos à santidade comporta que a vida segundo o Espírito se exprima de forma peculiar na sua inserção nas realidades temporais e na sua participação nas atividades terrenas. É ainda o apóstolo quem adverte: “Tudo quanto fizerdes por palavras e obras, fazei tudo no nome do Senhor Jesus, dando por meio d’Ele, graças a Deus Pai” (Cl.3,17). Aplicando as palavras do apóstolo aos fiéis leigos, o Concílio afirma categoricamente: “Nem os cuidados familiares nem outras ocupações profanas devem ser alheias à vida espiritual”. Por sua vez, os padres sinodais afirmaram: “A unidade de vida dos fiéis leigos é de enorme importância, pois eles têm que se santificar na normal vida profissional e social. Assim, para que possam responder à sua vocação, os fiéis leigos devem olhar para as atividades da vida quotidiana como uma ocasião de união com Deus e de cumprimento da sua vontade, e também como serviço aos demais homens, levando-os à comunhão com Deus em Cristo”. (CHRISTIFIDELIS LAICI N.º. 17, parágrafo 1º)
b - Regra de Ação: “Todos os atletas se impõem a si mesmos muitas privações; e o fazem para alcançarem uma coroa corruptível. Nós o fazemos por uma coroa incorruptível”. (I Cor.9,25)
Como atletas de Cristo, precisamos de regras de ação que nos leve ao prêmio celeste. Estas não podem ser um peso ou mesmo motivo de nos tornarmos escravos, mas devem ser para crescimento do nosso homem interior.
“É por isso que não desfalecemos. Ainda que exteriormente se desconjunte o nosso homem exterior, nosso interior renova-se de dia para dia. A nossa presente tribulação, momentânea e ligeira, nos proporciona um peso eterno de glória incomensurável. Porque não miramos as coisas que se vêem, mas sim as que não se vêem. Pois as coisas que se vêem são temporais e as que não se vêem são eternas”.(II Cor.4,16-18)
Se, pois, a nossa vocação é ser Epifania, somos, por meio da Consagração, chamados a viver uma vida digna da vocação a que fomos chamados, com toda a humildade e amabilidade, com grandeza de alma, suportando-nos mutuamente com caridade, prontos em conservar a unidade do Espírito no vínculo da Paz. (cf. Ef.4,1-3)