1- DIMENSãO MíSTICA:
Comunidade de Vida - É uma vocação, chamado de Deus, dado àqueles irmãos que, numa consagração plena a Deus e a seu Reino, propõem-se a viver segundo o carisma da Comunidade. Deixam a “casa paterna’ e residem em casa comunitária, procurando viver em fraterna comunhão, uma vida evangélica impregnada do espírito de oração e com dedicação exclusiva ao apostolado, partilha de vida e renúncia completa dos bens experimentando a cada dia a Providência Divina ( cf. Lc 12,22-32)
Fundamentação Bíblica: “Se queres ser perfeito, vai, vende os teus bens e dá aos pobres, e terás um tesouro nos céus. Depois vem e segue-me.” Mt 19,21
Jesus não instituiu uma categoria de “perfeitos”, superiores aos cristãos comuns. A perfeição de que se trata é a da nova economia que excede a antiga. Todos igualmente são chamados a ela (cf. Mt 5,48). Mas para estabelecer o Reino, Jesus tem necessidade de colaboradores livres de quaisquer compromissos; é a eles que pede para que renunciem radicalmente às preocupações da família e das riquezas (Lc 9,57-62).
“E todo aquele que tiver deixado casas ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe, ou filhos, ou terras, por causa do meu nome, receberá muito mais e herdará a vida eterna.” Mt 19,29
O nome de Jesus Cristo deve ser a causa do desprendimento familiar e material, a razão e o sentido da Comunidade de Vida (Cf. Mt 16,24-27). Jesus é o tesouro escondido que encontramos no campo e, com alegria, vamos, “vendemos” tudo o que possuímos (família, amizades, emprego, ascensão profissional, títulos) e compramos o campo que é a comunidade , a vocação Epifania.
Fundamentação no Carisma: A Comunidade de Vida é o “coração da comunidade” (D. Silvestre por ocasião da bênção da casa da COMUNIDADE DE VIDA). É a expressão mais visível da vocação epifania e seu carisma. Os irmãos que fazem parte da COMUNIDADE DE VIDA são como os magos e os pastores que acolheram a Boa-Nova, vindo de diferentes partes do mundo, com diferentes educação e cultura para juntos adorar Jesus como Filho Único de Deus e Salvador, prestando-Lhe homenagem com este modo de viver. Portanto, a COMUNIDADE DE VIDA é o local da contemplação e da adoração permanente a Jesus e ao mesmo tempo o local de oferecermos a Ele nosso incenso (oração), ouro (vida) e mirra (trabalhos e sacrifícios).
2- DIMENSÃO ASCÉTICA:
AS REGRAS: A Comunidade através de suas regras é um dom do alto que deve ser realizada mais do que com nossas forças, com nossa oração. No cumprimento das regras o mais importante é o espírito com que a regra é observada. A regra não é lei que escraviza, laço que prende, ou peso que oprime. É a liberdade da lei e a lei da liberdade. Acolher e viver as regras da COMUNIDADE DE VIDA nos ensinam a submeter a nossa vontade à vontade do Pai assumindo seu Senhorio em nossas vidas (cf. Jo 4,34).
Fundamentação Bíblica: “Desceu com eles para Nazaré e era-lhes submisso... E Jesus crescia em sabedoria, em estatura e em graça, diante de Deus e diante dos homens.” (Mt 2,52).
A submissão/obediência faz parte do seguimento a Jesus que foi “obediente até a morte e morte de cruz” (Fil 2,8). Aprender pela obediência o ser fiel a Deus através das regras e autoridades constituídas por Deus na COMUNIDADE DE VIDA e assim ser levado à perfeição é estar unido a Jesus na vida oculta de Nazaré, pelos caminhos mais cotidianos da vida (cf. CIC 533)
“Tudo o que fizerdes, fazei-o de bom coração, como para o Senhor e não para os homens, certos de que recebereis, como recompensa, a herança das mãos do Senhor”. (Col. 3, 23 ).
Fazer de bom coração significa fazer com amor, na liberdade de filhos de Deus, deixando-nos seduzir por Aquele que nos seduziu. O amor tem a secreta virtude de tornar leves as coisas que nos parecem pesadas. ‘Tudo o que desejais que os outros vos façam, fazei-o também vós a eles” (Lc 7,12; cf. Lc 6,31).
Fundamentação no Carisma: As regras, ao contrário do que possa parecer, nos libertam de maus hábitos, costumes, valores da nossa educação e cultura quando incompatíveis com os valores do Reino. É necessário deixar-se lapidar pelo Espírito Santo, santificador das almas, para que o diamante existente em nós – a imagem e semelhança de Deus, brilhe, manifestando assim a Sua glória. Ele age através dos irmãos que Deus pôs ao nosso lado, são instrumentos da ação educadora de Deus Pai, tanto nas contrariedades e na correção fraterna como nas alegrias do dom comum, da vida partilhada, da amizade construída, do amor recíproco (cf. Hb 12, 5-13).
“Que o Senhor nos conceda observar todas essas regras com disposição de amor, como enamorados da beleza espiritual exalando, através de nossa boa convivência, o perfume de cristo, não como escravos debaixo da lei, mas como pessoas livres, estabelecidas sob a graça.”
(S. Agostinho)
2.1 - REGRAS DA COMUNIDADE DE VIDA EPIFANIA
REGRAS DE ORAÇÃO:
“Eles mostravam-se assíduos aos ensinamentos dos apóstolos, à comunhão fraterna, à fração do pão e às orações.” At 2,42.
A oração comunitária tem dignidade especial visto que o próprio Cristo disse: “Onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, eu estou ali, no meio deles” (Mt 18,20).
1- MISSA E ADORAÇÃO AO SANTÍSSIMO SACRAMENTO DIARIAMENTE – Que Jesus seja, ao mesmo tempo, a nossa fome e o Pão divino que a si mesmo se dá como alimento a nós. A eucaristia e a adoração vão nos transfigurando em Jesus Cristo (cf. Mc 9,2-8). A participação na missa é realizada na paróquia onde a COMUNIDADE DE VIDA está inserida, onde o apostolado é desenvolvido ou na própria Comunidade enquanto que a adoração é feita na capela da COMUNIDADE DE VIDA segundo o horário estabelecido.
2- LOUVOR COMUNITÁRIO DIÁRIO – Este deve ser realizado na capela da CASA DE VIDA diante do Santíssimo Sacramento pois somos testemunhas da ação diária do Senhor que se manifesta a nós de tantas maneiras e principalmente através da sua divina providência. Como os pastores que estavam no campo por ocasião do nascimento de Jesus, deixar-nos envolver pela luz da glória do Senhor que emana do sacrário e cheios de paz e alegria glorificar e louvar por tudo o que temos visto e ouvido: “Glória a Deus no mais alto dos céus e paz na terra aos homens que ele ama!” (cf. Lc 2,20).
Por conseguinte, não pode haver oração cristã sem a ação do Espírito Santo, que unifica a Igreja inteira, levando-a pelo Filho ao Pai: “O Espírito vem em socorro de nossa fraqueza” e intercede em nosso favor com gemidos inefáveis” (Rm 8,26). O louvor acontece sob a inspiração do Espírito Santo, através da oração expontânea ou da liturgia das horas e com a partilha da palavra de Deus expressa no evangelho do dia (liturgia diária).
Quando a COMUNIDADE DE VIDA se reúne para o louvor diário, trazem presentes todos os “irmãos sagrados” da Comunidade ao encontro do Senhor assim como toda a Igreja e suas necessidades, o mundo e seus apelos para a construção do Reino de Deus.
3- ORAÇÃO PESSOAL – É o momento do encontro pessoal com o Senhor, onde a palavra meditada na oração comunitária é confrontada com a vida de cada um. A voz de Deus através do Evangelho do dia deve provocar em nós um questionamento que por sua vez impele nosso coração a uma resposta seja de mudança, consolação, repouso em Deus, alegria, paz e gratidão.
4- COMPLETAS – A oração da noite após o apostolado, é momento de:
· revisão do dia seguindo as orientações próprias de cada dia, pedindo perdão a Deus pelos nossos pecados;
· ação de graças por tudo o que fizemos e por aquilo que não nos foi possível realizar;
· reconciliação entre os irmãos: “Não pequeis. Que o sol não se ponha sobre o vosso ressentimento.” Ef 4,26-27;
· partilha do dia, onde cada um coloca em comum aquilo que Jesus realizou na sua vida para manifestação da sua glória.
5- TERÇO DIÁRIO: É a maneira pelo qual pedimos a intercessão da Mãe e de São José junto ao seu Filho Jesus por todas as necessidades da Comunidade. Ao final da oração de cada dezena rezamos invocando um título de Nossa Senhora e a providência de São José. Às segundas e quintas, através dos mistérios gozosos rezamos contemplando a epifania do Senhor em seu nascimento e pedindo as virtudes necessárias na vivência cristã.
6- JEJUM ÀS SEXTAS-FEIRAS: Toda sexta-feira faz-se um jejum até o horário do almoço, com exceção do tempo da Páscoa e do Natal. Um pequeno sacrifício que nos faz lembrar que “Não só de pão vive o homem mas de toda a palavra que sai da boca de Deus” (Mt 4,4). Esta ascese tem também o objetivo de nos levar a uma maior prática do amor e da misericórdia, cada um com seu irmão (Cf. Zc 7, 1-10).
7- FORMAÇÃO: Assíduos aos ensinamentos dos apóstolos (At 2,42), a COMUNIDADE DE VIDA faz sua formação comunitária em dia e horário determinados pelo coordenador seguindo o programa de formação próprio para a COMUNIDADE DE VIDA
8- RETIRO PESSOAL: É necessário renovar o amor esponsal por Jesus Cristo e a sua entrega incondicional a Ele num momento pessoal de revisão da via que se está percorrendo. Este momento se dá no retiro pessoal anual onde cada irmão da COMUNIDADE DE VIDA em acordo com seu formador pessoal e seus coordenadores estabelece data para subir ao “Monte Tabor” e permanecer com o Senhor.
REGRAS DE SERVIÇO:
O serviço da casa é uma maneira de testemunhar Jesus, o Servo, pois nos possibilita servirmos nossos irmãos e irmãs com amor, bondade e humildade para que tenhamos uma atitude interior de humildade e serviço em todas as ocasiões.
9– COORDENAÇAÕ: Cada casa da COMUNIDADE DE VIDA tem seu coordenador responsável pela infra-estrutura (as necessidades da casa e dos membros) e seu funcionamento interno (cumprimento das regras). Os membros da COMUNIDADE DE VIDA devem obediência ao mesmo e este obediência ao Coordenador da Comunidade. Quanto ao coordenador da Casa, este deve sempre lembrar das palavras de Jesus na última ceia: “Se, portanto, eu, o Mestre e o Senhor, vos lavei os pés, também deveis-vos lavar os pés uns aos outros. Dei-vos o exemplo para que como vos fiz, também vós o façais” Jo 13,14-15 e Cf. Mt 20,25-28.
10- SERVIÇOS DOMÉSTICOS: A realização dos serviços da Casa deve ter a mesma solicitude e solidariedade com que Maria foi, cheia do Espírito Santo, servir sua prima Isabel. Este é o sentido dos próprios membros da COMUNIDADE DE VIDA se responsabilizarem pelos serviços domésticos. Porém, cada irmão que chega à COMUNIDADE DE VIDA traz um jeito particular de realizar as tarefas domésticas de acordo com sua família e cultura, por isso o modo como vai ser realizado o serviço doméstico deve passar pela orientação do coordenador da casa que estabelecerá este modo não de acordo consigo mesmo, mas de uma forma adequada.
11- DIVERSIDADE DE TAREFAS: Na escala dos serviços na COMUNIDADE DE VIDA há uma diversidade de tarefas e por isto um rodízio diário que possibilita ao irmão multiplicar os talentos ou adquirir novos (Cf. Mt 25,14-30). Um irmão só deve interferir no serviço do outro com o consentimento do coordenador da casa.
3- DIMENSÃO COMUNITÁRIA:
“Vede: como é bom, como é agradável habitar todos juntos, como irmãos.” Sl 133
Comunidade de Vida não é somente o morar numa mesma casa. A palavra habitar tem como significado “viver em”. COMUNIDADE DE VIDA é “viver em”, viver em Deus. Este é o sentido de habitarmos juntos como irmãos. Jesus é a razão da renúncia à própria família para habitarmos juntos, formando uma família gerada não por laços de sangue humano mas pelo sangue de Cristo.
Viver em COMUNIDADE DE VIDA é “arriscar-se” a cada dia para fazer a experiência Trinitária. É a comunhão em meio a diversidade. Numa COMUNIDADE DE VIDA não somos nós que escolhemos o irmão ou a irmã para habitarmos juntos mas é Deus quem escolhe. Essa escolha divina não segue critérios humanos como as idades, nível cultural, afinidades, sexo, cor... A escolha divina está na gratuidade da eleição, no dom comum, naquilo que é necessário para nossa santificação: “O irmão que está ao meu lado é a minha possibilidade para chegar a Deus.” – D. João Brás Aviz.
Vivemos num mundo fragmentado e erotizado – para formar o homem novo para o novo milênio Deus suscita Novas Comunidades formadas por homens e mulheres que possam viver uma sadia convivência numa relação de amizade e fraternidade, contrapondo esses “desvalores” do mundo.
Homens e mulheres santificados na alma e no corpo, que tenham uma profunda decisão pela santidade. Homens e mulheres que se deixam transfigurar naquele que é o nosso modelo de santidade, Jesus Cristo. “ Sede santos como vosso Pai do céu é Santo” (I Pe.). Toda decisão envolve uma escolha e uma renúncia. A decisão pela santidade também envolve escolha e renúncia.
Para receber o novo, Deus quer contar com homens e mulheres que O escolham e renunciem ao modo de viver deste mundo e assim glorifiquem o nome de Jesus na maneira como falam, andam, vestem, comem, rezam, se relacionam, servem, brincam, ouvem, ajudam, pedem e oferecem o perdão... Sem farisaísmo! Isso requer decisão: escolha e renúncia. A santidade é fruto da graça de Deus mas também requer uma resposta do homem.
Fundamentação Bíblica/Teológica:
Fundamentação no Carisma: Com sua encarnação Jesus fez experiência de filho em relação a José e Maria sendo-lhes submisso, recebendo deles a transmissão da cultura e educação mas também fez experiência semelhante a de Comunidade de Vida pois se ali estavam foi porque o Pai os uniu, vivendo em Deus, fazendo a experiência da comunhão trinitária. Habitando juntos sendo ao mesmo tempo: filho e Mestre, submisso e Senhor, protegido e Salvador.
Transfigurados Pelo Espírito Santo...
Somos pessoas diferentes, marcadas pelas heranças familiares, pela educação que recebemos, por influências do meio que vivemos, das escolas que freqüentamos. Heranças boas e ruins. Não podemos ignorar estas coisas pois senão distanciamos muito de nós mesmos, negando nossa própria herança de pessoa humana e por isto mais suscetíveis à quedas e crises. Por sermos Comunidade de Vida não estamos imunes para as realidades velhas (ciúmes, escândalos morais, mentiras, omissões, invejas...).
Temos que ser odres novos de fato. Dar testemunho sólido. Não adianta termos uma boa formação, sermos excelentes pregadores, termos o dom de curar e orar se não soubermos dar testemunho de amor nas pequenas coisas. Para tal precisamos pedir diariamente ao Espírito Santo a graça de nos deixarmos transfigurar por Ele.
“Amar é essencialmente dar-se aos outros. Longe de ser uma inclinação instintiva, o amor é uma decisão consciente da vontade de ir até os outros. Para podermos amar em verdade, é necessário desligarmos de muitas coisas e sobretudo de nós mesmos, dar gratuitamente, amar até o fim. Este despojar-se de sim mesmo – tarefa demorada – é repousante e exaltante. Ela é fonte de equilíbrio. Ela é o segredo da felicidade.” João Paulo II
Ultrapassar as diferenças, vencer o individualismo, deixar-se lapidar, superar as contrariedades do dia a dia pedindo e oferecendo o perdão são sinais da maturidade humana necessária para a vivência numa COMUNIDADE DE VIDA
Quando estivermos testemunhando a alegria e a paz da vida em comum, estaremos manifestando a glória de Deus e o Senhor a cada dia irá nos acrescentar outros que se sentirão atraídos por esta forma de vida. Este será para nós o termômetro de revisão. Nós da comunidade de vida não devemos nos preocupar em convencer ninguém sobre Jesus Cristo. O nosso modo de viver deve ser o anúncio mais eficaz da nossa evangelização.
12- NATAL: Os membros da COMUNIDADE DE VIDA celebram o Natal juntos na Casa Comunitária, vivendo este momento forte da manifestação do Filho de Deus ao seu povo. Este estar juntos estende-se a toda a Comunidade na véspera de Natal, onde a Comunidade de Vida oferece um almoço a todos os irmãos de aliança e a sua família.
13- Lazer: Este sempre que for estabelecido seja pela coordenação da casa ou pela comunidade deve contar com um esforço de participação de cada um para que a fraternidade possa ser construída e laços de amizade possam ser renovados.
REGRAS DE BOA CONVIVÊNCIA
DAS RELAÇÕES INTERNAS:
14- Espaço Comum: As áreas de uso comum devem ser mantidas arrumadas segundo a escala de serviço da Casa de forma que ao terminar de usá-las possa ser deixada da mesma forma que foi encontrada.
15- Espaço Pessoal: O respeito ao espaço do outro (cama, armário, bolsa e objetos pessoais) deve ser observado com muito zelo e só deve ser rompido com a permissão, após pedido, do seu usuário.
16- Convites: Para que haja ordem, convidar pessoas para a Casa de Vida, deve-se pedir antes autorização do Coordenador da Casa.
17- Visitantes: As visitas, imprevistas ou não, devem ser sempre recebidas com alegria e paz pelo guardião do dia, sem que com elas seja rompida todas as atividades da Casa. Para tal, após os cumprimentos de boas-vindas por todos segue-se as orientações do Coordenador da Casa quanto a rotina diária.
18- O Acolhimento: O visitante, principalmente do sexo oposto (exceto pais e irmãos), não deve ser recebido na intimidade do quarto ou mesmo em ambientes que propiciem mal-entendidos.
DAS RELAÇÕES EXTERNAS:
19- Telefone: Telefonemas para pessoas de dentro ou fora da comunidade (pais, parentes, amigos e outros) é permitido desde que seja pedido ao coordenador da Casa e haja real necessidade.
20- Saídas: Os irmãos postulantes e/ou noviços que saem em missão ou atividades culturais e de lazer sempre serão acompanhados por um outro irmão noviço e/ou consagrado (a).
21- Deve-se evitar sair apenas um irmão e uma irmã juntos ou permanecer sozinhos na mesma casa para evitar ocasião de queda e má interpretação por parte de quem chega.
22- Comportamento: Cada um deve lembrar que onde estiver, não estará sozinho e nem em seu próprio nome mas traz consigo os irmãos e irmãs da Comunidade como também o seu nome. Portanto, um testemunho de sobriedade nas conversas e ações edifica toda a Comunidade.
DAS BOAS MANEIRAS:
Na alimentação:
Visitas, crianças e idosos servem-se primeiro à mesa.
4- DIMENSÃO APOSTÓLICA
Em resposta às exigências de santidade radicadas no Batismo, a Comunidade de Vida participa da procura da perfeição evangélica na comunhão com a diversidade de dons, mas segundo seu carisma peculiar, a serviço da missão comum da Igreja. O empenho exigido é a fidelidade ao Carisma da Comunidade.
14- APOSTOLADO: Os serviços apostólicos são determinados pelo Conselho da Comunidade e ficam sob a orientação dos coordenadores dos respectivos ministérios ou em caso de ausência dos mesmos, da coordenação da comunidade.
A VIVÊNCIA DOS CONSELHOS EVANGÉLICOS NA COMUNIDADE DE VIDA
A VIVÊNCIA DA POBREZA: “...Pois aprendi a adaptar-me às necessidades; sei viver modestamente, e sei também como haver-me na abundância; estou acostumado com toda e qualquer situação.” Fil. 4,11-12
15 - OS BENS: Um membro da Comunidade de Vida faz renúncia completa dos bens materiais. Caso um irmão que venha para a comunidade de vida seja possuidor de muitos bens poderá destinar a qualquer membro familiar, outra instituição ou doar para a comunidade (cf. Lc 12,33-34).
16- A PROVIDÊNCIA: A “providência” da Comunidade de Vida é administrada pela coordenação da Casa, por isso, aquilo que cada membro ganhar ou receber como oferta é posto em comum, passando pela coordenação da casa que distribuirá conforme a necessidade de cada um (At 2).
17 – O DESPOJAMENTO: Na vivência da providência precisamos vigiar quanto aquilo que ganhamos (presentes e doações) e não estamos necessitando mas por vãs preocupações ou por vaidades vamos acumulando - “A cada dia basta o seu cuidado” (Mt 6,34). Como exercício prático nessa vigilância ao ganharmos alguma peça de roupa, calçados ou objeto pessoal devemos imediatamente nos despojarmos de outra peça correspondente.
A VIVÊNCIA DA CASTIDADE: “Tudo me é permitido mas nem tudo convém...” (cf. I Cor 6,12-20).
O zelo nas relações entre os irmãos de dentro e fora da comunidade é para nos levar a testemunhar que é possível viver uma sadia convivência numa relação de amizade e fraternidade entre homens e mulheres.
18- A Verdade: Que o Espírito Santo de Deus nos dê a coragem de vivermos a verdade sempre, em quaisquer circunstâncias, mesmo quando esta expõe nossos pecados, limitações ou fraquezas, é uma arma poderosa que Deus nos dá para vencermos o tentador.
19- Sair juntos: Lembrando das palavras do Senhor: “Vigiai e orai para não cairdes em tentação”, e para evitar escândalos algumas atitudes são necessárias observar como: Evitarmos sair somente em dois (um irmão e uma irmã) para missão ou outra atividade.
20-O outro é um dom de Deus: Cada um conhece suas fraquezas e por isto evitar as ocasiões propícias para cairmos nelas é sinal de maturidade e respeito pelo outro (a) e por todos os irmãos da comunidade que são dom de Deus para nossa santificação.
A VIVÊNCIA DA OBEDIÊNCIA: A Comunidade de Vida vive o conselho da obediência como parte do corpo místico da Igreja Particular onde está inserida, sendo submissos a todos aqueles que nos foram constituídos por Deus como autoridade na Igreja e na Comunidade.
A obediência é para nós um conselho evangélico que nos ensina a viver a virtude da humildade, ajuda-nos na vivência da castidade e é exercício de pobreza na medida em que renuncio a vontade própria.
ADORAÇÃO SILENCIOSA: Além da forma descrita no carisma e regras, somos chamados a uma adoração diária, seja qual for o seu tempo disponível.