REGRAS DA VOCAçãO EPIFANIA
INTRODUÇÃO:
Pedagogia Divina: Para formarmos filhos para Deus é necessário abrir o coração para nos deixar formar. Somos como Jesus aos doze anos, que deixou-se educar pelos pais e lhes fora obediente. As regras devem ser vistas por nós como a educação que Deus está nos dando para crescermos na sua graça e no seu conhecimento, pedagogia dada como dom do alto que deve ser realizada mais do que com nossas forças, com nossa oração. Assim a fidelidade à Comunidade através de suas regras é um dom do alto que deve ser realizada muito mais do que com nossas forças com nossa oração.
“QUE O SENHOR NOS CONCEDA OBSERVAR TODAS ESSAS REGRAS COM DISPOSIÇÃO DE AMOR, COMO ENAMORADOS DA BELEZA ESPIRITURAL EXALANDO, ATRAVÉS DE NOSSA BOA CONVIVÊNCIA, O PERFUME DE CRISTO, NÃO COMO ESCRAVOS DEBAIXO DA LEI, MAS COMO PESSOAS LIVRES,
ESTABELECIDAS SOB A GRAÇA.” (S. Agostinho)
Fazer de bom coração significa fazer com amor, na liberdade de filhos de Deus, deixando-nos seduzir por Aquele que nos seduziu. O amor tem a secreta virtude de tornar leves as coisas que nos parecem pesadas.
Enamorados da beleza espiritual, a nossa vida deve ser uma constante busca de Deus, através da Eucaristia e da Adoração, procurando a face do Senhor, aspirando a comunhão absoluta com o Mistério, enfim, sermos os enamorados do Reino do Senhor e do Senhor do Reino.
A regra não é lei que escraviza, laço que prende, ou peso que oprime. É a liberdade da lei e a lei da liberdade:
“Falai, pois, de tal modo e de tal modo procedei, como se estivésseis para ser julgados pela lei da liberdade”. (Tg. 2, 12)
Podemos dizer que a vocação Epifania encerra três importantes pontos a serem fielmente observados, em todos os níveis de participação da comunidade, são eles:
1 - ORAÇÃO,
2 - FRATERNIDADE,
3 - MISSÃO.
ORAÇÃO
É a fonte da vida no Espírito.
FRATERNIDADE
“Uma só alma e um só coração” Honrar a Deus um no outro
MISSÃO
Formar filhos adoradores para Deus pela adesão a Jesus Cristo
Graça Comunitária: Outra dimensão das regras é a graça da comunhão que ela gera em toda a comunidade. Em cada regra que realizamos, estamos tecendo diariamente uma rede de comunhão com todos os outros irmãos que assim também as fazem, mas por outro lado, se as desvalorizamos e negligenciamos, estamos enganando a nós mesmos, a rede de comunhão demorará muito mais tempo para ser tecida. Não há fraternidade e missão sem que haja uma comunhão espiritual.
1 - ORAÇÃO
1.1 - NÍVEL PESSOAL:
1 - estabelecer horário e tempo diário para oração pessoal e ser perseverante;
2 - terço diário;
3 - um tempo de adoração ao Santíssimo Sacramento por semana;
4 - oração da noite segundo a Liturgia das Horas.
“O desejo ora sempre, também quando a língua se cala. Se desejas sempre, oras sempre. Quando a oração adormece? quando o desejo se esfria.” ( St. Agostinho )
1.2 - NÍVEL COMUNITÁRIO:
5 - freqüência a Reunião de Oração da Comunidade;
6 - a maior oração comunitária é a EUCARISTIA! A busca diária ao sacramento da Eucaristia deve ser uma exigência interior em nós;
7 - Missa na sede;
8- Participação na Adoração Comunitária.
2 – FRATERNIDADE
A nossa Comunidade deve ser célula de comunhão fraterna, chamada a viver intensamente o seu carisma fundacional. Para fazer parte da Comunidade faz-se necessária, além da graça particular de uma vocação, a disposição concreta de viver a fraternidade, que parte dos corações animados pela experiência do Espírito mediante a caridade divina. Encontrar o irmão é sinal de paz e alegria, pois encontramos aqueles que Deus escolheu e colocou ao nosso lado para nossa santificação.
“O irmão que está ao meu lado é a minha possibilidade para chegar ao céu.” (D. João Braz Aviz)
Sentir o chamado como uma razão válida de vida, fazendo da Comunidade sua verdadeira família, vivendo relações de fraternidade pois somos irmãos e irmãs que Deus uniu por um carisma comum e nos deu uma missão para realizarmos em nome desta família.
A medida do amor que temos a Deus é a medida do amor que temos para com nosso irmão de comunidade. Esse amor torna-se concreto no exercício cotidiano do perdão recíproco, solidariedade, correção, acolhimento, partilha, escuta e nos mais pequeninos gestos de delicadeza, tornando-me manifestação da providência material, espiritual e física de Deus na vida dele.
Para nós, amar a Igreja é amar a própria vocação. Viver a obediência ao magistério da Igreja, acolhendo sua voz, orando pelo mesmo é viver a comunhão essencial para manter-se como membro do Corpo de Cristo.
A fraternidade deve se estender a todos, principalmente a nossa igreja.
2.1 - REGRAS DE AÇÃO:
9 - O bem comum está acima do bem particular. Assim, poderemos medir nosso crescimento, pelo modo com que nos preocupamos com o interesse comum, colocando-o acima do nosso interesse particular.
10 - Cultivar o respeito mútuo com o qual se aceita o caminhar lento dos mais fracos e, ao mesmo tempo, não sufocar o desabrochar de personalidades mais ricas. Um respeito que favorece a criatividade, mas que também sabe apelar à responsabilidade e à solidariedade para com todos.
11 - Evitar comentários negativos, dentro e fora da Comunidade, que denigram a imagem do irmão. Que a promoção e o elogio ao outro seja uma constante em nossos lábios.
12 - A reconciliação é fundamental na vivência desta vocação e esta deve acontecer de forma concreta e não somente pela oração. A busca do sacramento da reconciliação deve ser no mínimo mensal e o ato penitencial em nossas celebrações, deve ser intenso, marcados por gestos concretos que me levem a pedir
e dar o perdão. Quando restabeleço a fraternidade rompida com meu pecado, restabeleço a comunhão comigo mesmo, com Deus e com os irmãos, neste momento somos inseridos na comunhão trinitária.
Se alguma palavra áspera sair de sua boca, tire da mesma o remédio para curar as feridas por ela produzidas (cf. Mt 5, 23-24)
13 - Participação nas Koinonias. Estes são momentos úteis para escutar os outros, partilhar os próprios pensamentos, criar relações mais estreitas alimentando o espírito de família. A vida fraterna, especialmente nas comunidades, tem necessidade desses momentos para crescer.
14- A alegria do encontro de Maria com sua prima deve nos contagiar, de forma que encontrar o outro seja motivo de júbilo para nós e a falta do outro deve ser motivo de ir ao seu encontro. Visitas, telefonemas, cartões, bilhetes, gestos que me levem a demonstrar a importância do outro na nossa vida. Não podemos deixar que o trabalho seja mais importante que, o encontro, a companhia, a presença do irmão que está companhia, a presença do irmão que está ao nosso lado.
3 – MISSÃO
“ FORMAR FILHOS ADORADORES PARA DEUS PELA ADESÃO A JESUS CRISTO” (JO 1,12)
INTRODUÇÃO:
Faz parte da própria essência do nome o aspecto missionário da Comunidade Epifania. É uma Comunidade orientada para a missão à partir de uma vivência fraterna gerada principalmente pela oração. Em sua presença missionária, a comunidade se insere na Igreja particular, levando a riqueza das vidas consagradas, de sua vida fraterna e de seu carisma.
A comunhão que anima e reúne os membros da Comunidade, nossa grande família Epifania, deve ser vivida concretamente em cada trabalho realizado.
Evangelizar é missão de todo batizado e por isso de toda a Igreja. Neste carisma, Deus nos dá como missão evangelizar através da formação na Palavra e na doutrina da Igreja aqueles cuja fé está sedimentada em falsos profetas e doutrinas para serem adoradores do Deus Único e Verdadeiro na pessoa de Jesus Cristo. Formar filhos para Deus vai além do levar as pessoas a uma experiência de Deus. É formar, a partir dela, discípulos, filhos amadurecidos na fé e na doutrina da Igreja.
Que o fim do nosso trabalho seja a glória de Deus. “Tudo o que fizerdes, fazei-o de bom coração, como para o Senhor e não para os homens, certos que recebereis, como recompensa, a herança das mãos do Senhor” (Cl 3, 23-24).
3.1 - REGRAS DE AÇÃO.
15- Após discernimento do Conselho da Comunidade, ser enviado em missão para onde a Igreja nos chamar.
16 - Se a Comunidade está em missão, todos os seus membros estarão em missão.
17 - Cumprir as regras e atribuições específicas de cada ministério/missão, determinadas pelo coordenador com aprovação do Conselho da Comunidade.
4 – SÍMBOLO DA COMUNDADE
O símbolo da Comunidade, quando usado pelos membros, é sinal visível para o mundo da integridade da consagração assumida, refletindo aos olhos de todos aquilo que o membro, seja Noviço, de Aliança ou Vida, deve ter no coração, de forma oculta, porém, dinâmica e viva. Por isso é um SACRAMENTAL.
Deve ser usado por todos, durante todo o tempo, onde quer que se vá, como sinal de adesão livre e espontânea a uma vida missionária, embasada na oração e na fraternidade.
Na COMUNIDADE DE VIDA E ALIANÇA EPIFANIA, a aliança de prata com uma cruz ao centro é o sinal visível, inspirado por Deus, para todos os membros.
O Noviço usa a aliança na mão direita como sinal de compromisso e tempo de conhecimento mais íntimo com o carisma da Comunidade, aprofundando seus três pontos básicos: a oração, a fraternidade e a missão. Compromisso de plena comunhão com a Comunidade e seu carisma.
Os membros que deram o passo de se consagrarem mediante compromisso na Comunidade de Aliança, usam, na mão esquerda, como sinal consciente da amadurecida entrega a Deus, através da consagração ao Carisma da COMUNIDADE CATÓLICA EPIFANIA.
Os membros consagrados à Comunidade de Vida usam a aliança de prata soldada em sua superfície uma cruz banhada em ouro, como sinal consciente da amadurecida entrega de suas vidas a Deus, através da consagração ao Carisma da COMUNIDADE CATÓLICA EPIFANIA.