Home  |  Contato    

 

 

Todos os Links

 

    MENU

 


CONSAGRAÇÃO EPIFANIA



 

      Programa de formação:

 

 


VIDA FRATERNA

Comunidade – família de irmãos em Cristo

1)         DOM DA COMUNHÃO E DA COMUNIDADE

A igreja como comunhão: “Essa é a mais alta vocação do homem: entrar em comunhão com Deus e com os homens seus irmãos.”

 O Espírito Santo, em Pentecostes, realizou esta fraternidade na comunhão, na unidade de um só coração  de uma só alma (At. 4,32), então, todos são chamados à viver em comunidade como nos cita o Catecismo nº 1879:  “A pessoa humana tem necessidade de vida social... mediante  intercâmbio com os outros, a reciprocidade dos serviços e o diálogo com seus irmãos, o homem desenvolve as próprias virtualidades, responde assim à sua vocação.” Cat. 1879

O homem não pode viver sem amor. Ele permanece para si mesmo um ser incompreensível, sua vida é privada de sentido se não se lhe revela o amor se não o experimenta e o faz próprio, se não participa nele vivamente.” (Dicionário teológico da vida consagrada)

Então o ser como amor revela-se em doar-se e abrir-se ao outro.

Quanto mais o homem conhece a Deus, e para conhecer é preciso entrar em comunhão, relacionar-se, mais conhece a si mesmo. Quanto mais o homem se une a Deus mais descobre a si mesmo e mais se une aos irmãos.

2)         A COMUNIDADE LUGAR DE FRATERNIZAÇÃO

Deus é amor e o amor impele a partilhar seus bens, suas riquezas e sua vida. Todo aquele que assume verdadeiramente e profundamente, a sua vocação para o amor sente o impulso de se derramar em outro ser e de doar inteiramente tudo o que possui.

É viver como Deus vive, é amar como Deus ama, é agir como Deus age.

Dentro da comunidade devem ser levados em conta alguns aspectos imprescindíveis para se concretizar a construção da fraternidade:

a)         A ESPIRITUALIDADE E ORAÇÃO COMUM

É uma necessidade básica, primária, quando esquecida “chega-se irremediável a esquecer também as razões profundas de “fazer comunidade,” e da vida fraterna, pode parecer um inútil desperdício de energias...”

“Mas a Oração sempre foi considerada a base de toda a Vida Comunitária.”

A vida espiritual que é alimentada pela:

v      Oração pessoal – O louvor da manhã, a oração em comum alcança toda a sua eficácia quando está intimamente ligada à oração pessoal, ninguém deveria ir para uma oração comunitária sem primeiro fortalecer-se, encher-se do Espírito de Deus, experimentar Deus em profundidade, para partilhá-lo com os irmãos.

v      Oração Comunitária – As diversas formas de oração e santificação do dia, dentre as  quais, a Liturgia das horas se sobressai, além da  vida sacramental principalmente  Eucaristia e Confissão.

v      Oração Mariana – Maria foi aquela que uniu os discípulos no cenáculo a espera da promessa de Deus. Então com as orações do Terço, rosário, ofício de nossa senhora e outras  formas, também somos unidos com Maria, na vinda do Espírito Santo para nossas comunidades.

v      Estudo da Palavra de Deus - Particularmente frutuosa para muitas

Comunidades tem sido a partilha de reflexão sobre a Palavra de Deus, seja através de estudos bíblicos diários, aprofundamentos, retiros etc.

v      Local Comunitário – Toda comunidade necessita de um local para sua vivência, daí vem a necessidade de que cada Casa Religiosa, sede de comunidade, sede de movimentos e outros,  tenham como ponto central seu oratório onde seja possível alimentar a própria espiritualidade eucarística por meio de oração e de adoração.  

b)         A LIBERDADE PESSOAL

c)            FORMAÇÃO PESSOAL

Para viver como irmãos e irmãs, é necessário um verdadeiro caminho de libertação interior, a comunidade é construída por pessoas que Cristo libertou e fez capazes de amar de seu jeito através do Dom de seu Amor Libertador e da aceitação cordial daqueles que ela dá como seus guias, ou seja, pessoas que possam nos orientar e dirigir de certa forma, nossos passos exercitando assim o Dom da obediência.

d)         DOAR-SE AOS OUTROS

Um necessário caminho de doação de nós mesmos uma coragem de renuncia de si mesmo na aceitação de outro. (a partir da autoridade)

“Quando alguém se perde pelos irmãos, encontra-se a si mesmo. Enquanto a sociedade ocidental aplaude a pessoa independente que sabe realizar-se por si mesma, o individualista seguro de si mesmo, o Evangelho exige pessoas que, como o grão de trigo, sabem morrer a si mesmas para que renasça a vida fraterna...” (Vida Fraterna n.º 25)

e)         LAZER

Uma fraternidade rica de alegria é um verdadeiro Dom do alto aos irmãos, diz Santo Hilário: “porque quando vivem juntos fraternalmente, reúnem-se na assembléia da Igreja, sentem-se concordar na comunidade e num só querer.”

Saber fazer festa juntos, o conceder-se momentos de distensão pessoal e comunitária, alegrar-se nas alegrias do irmão, tudo isso edifica a comunidade e faz-nos conhecer nosso próximo e amá-lo como ele é.

f)            PERDÃO

“Quando eu amo os que me são agradáveis não estou amando verdadeiramente ao outro mais sim a mim mesmo. (Pe. Inácio Larañaga)”

O perdão é uma dimensão que tem que ser imposta como regra diária de vida para que não se acumule ódios, rancores e ofensas maiores. Devemos pois exercitá-lo mesmo sem um desejo ardente, pois só da primeira ação de ir ao encontro do outro... o resto se fará. Lembremos das palavras de Cristo “Se teu irmão tem alguma coisa contra ti, vá primeiro reconciliar com ele, depois faz a tua oferta no altar”

g)            COMUNICAR PARA CRESCER JUNTOS

h)            PARTILHAR – CONHECER-SE

“Em algumas comunidades, lamenta-se a escassa qualidade da fundamental comunicação dos bens espirituais: comunicam-se temas e problemas periféricos, mas raramente se compartilha aquilo que é vital e central no caminho da consagração.”

i)            PASSAGEM DO INTERESSE PESSOAL PARA O COMUNITÁRIO

Da Missão Pessoal para a Missão Comunitária

“A fraternidade terá um grande impulso dentro de uma comunidade cristã a serviço da Igreja, quando a vida pessoal se tornar vida da comunidade, vida entregue a serviço dos outros irmãos.” (Com. Shalon)

A Vida comunitária é geradora de comunhão e a comunhão é essencialmente comunhão missionária.

Para alcançar a “sinfonia” entre o eu e o nós, citamos:

“celebrar e agradecer juntos pelo dom comum da Vocação e da Missão, louvar a Deus por aquilo que cada irmão transmite da presença e da palavra de Cristo.”

“cultivar o respeito mútuo com o qual se aceita o caminhar lento dos mais fracos e, ao mesmo tempo, não se sufoca o desabrochar de personalidades mais ricas.”

“orientar para a missão comum.”

“lembrar que a missão apostólica é confiada, em 1º lugar, à comunidade e que isso, muitas vezes, comporta também a direção das obras próprias de comunidade.”

“Ter em mente que cada um, quando recebe em obediência missões pessoais, os realiza enviado pela comunidade.”

3)         SER COMUNIDADE EM FORMAÇÃO CONTÍNUA

3.1) Obediência è é um “sim” ao plano de Deus que  confiou uma tarefa

especial a um grupo de pessoas. Comporta uma ligação com a missão, mas também com a comunidade que deve realizar aqui e agora o seu serviço, exige também um lúcido olhar de pé para os superiores. E assim m comunhão com eles se deve realizar a divina vontade, a única que pode salvar. – Rm 5,19

3.2) A Pobreza è  A partilha dos bens e dons foi desde o início  e  a  base

da comunhão fraterna. A pobreza de cada um, que comporta um estilo de vida simples e austero, não só liberta das preocupações e apegos aos bens, mas sempre enriquece a comunidade, dota de mais eficácia ao serviço de Deus e dos pobres.

Também a pobreza de espírito, a humildade e simplicidade, reconhecer os dons dos outros, a valorização das realidades evangélicas como “a vida escondida com Cristo em Deus...”

3.3) A Castidade è que implica na grande pureza de mente, de coração e

de corpo, quando exprime uma grande liberdade para amar a Deus.

3.4) O Carisma è é o segundo aspecto a ser privilegiado na formação  (o

1º são os conselhos evangélicos).

A referência ao(s) fundador(es) e ao carisma da comunidade é componente fundamental para a unidade e fraternidade.

“Viver em comunidade, na verdade, é viver todos juntos a vontade de Deus, segundo a orientação ao Dom Carismático que a comunidade tem, para isso são muito proveitosos os programas de formação, cursos, estudos e reflexões que orientem ao carisma.

A aprofundada compreensão do carisma leva a uma clara visão da própria identidade, em torno da qual é mais fácil criar unidade e comunhão.”

3.5) A Fraternidade como sinal  è     é  necessário lembrar a todos que a  comunhão fraterna, enquanto tal, já é apostolado, isto é, contribui diretamente para a obra de evangelização.

De fato, o sinal por excelência deixado pelo Senhor é o da fraternidade vivida. “Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se nos amardes uns aos outros.” (Jo 13,35).




 Voltar


 

 
 
    Home | Comunidade | Agenda |  Fale Conosco   

Copyright © 2006 Comunidade Católica Epifania | 
Powered by STUDIOWORKS