Jesus chama todos os batizados a ser Igreja, sal e fermento no mundo.
Os consagrados assumem o seguimento mais radical de Cristo: “Vem e segue-me”.
Jo 17, 15-19 – A Consagração é obra do Pai. “Consagrar um ser é separá-lo do domínio profano para introduzi-lo integralmente e para sempre na esfera de Deus.” (rodapé da Bíblia TEB)
Jesus é o Consagrado por excelência (Lc 9, 28-36).
Vai chegando a noite quando Jesus chama 03 de seus discípulos: Pedro, Tiago e João – e os conduz através dos campos e por um caminho estreito ao alto de uma montanha. Ele tem passado muitas noites em oração e os discípulos, que não compreendem o caminho do Mestre, não perguntam aonde vão, simplesmente o seguem.
Jesus chamou os mais próximos: Pedro, Tiago e João – para estar com Ele na intimidade da oração, iluminando a subida a Jerusalém e fortalecendo a fé deles diante da Cruz. Jesus os escolhe – pois nem todos podem receber a revelação que lhes deseja fazer.
Jesus começa a rezar, buscando forças no Pai, para resistir à prova da Cruz em favor da humanidade.
Os discípulos, vencidos pelo cansaço do dia e a subida do monte, adormecem.
Jesus pede que lhe seja dada uma manifestação da glória que Ele tinha com o Pai antes que o mundo existisse, que o seu Reino seja revelado aos olhos humanos e que os discípulos sejam fortalecidos com a contemplação de sua glória.
O Pai escuta a oração do seu Filho (“sei que sempre me ouves” Jo 11, 42).
Ao achar-se Jesus, curvado humildemente sobre o chão, o céu se abre. A divindade irrompe através da humanidade, encontrando-se com a glória vinda do céu. Desapareceu a agonia da alma. Seu semblante resplandece agora “como o sol” e a sua roupa é “branca como a luz”.
Com Ele conversam Moisés e Elias: “falavam da partida de Jesus que iria se realizar em Jerusalém”.
Moisés e Elias: a Lei e os Profetas; precursores e testemunhas da Aliança; figuras do Reino futuro.
Moisés: escolhido de Deus, duvidou em Meriba, caminhou no deserto por 40 anos, morreu sem entrar na terra prometida. Moisés na transfiguração era um testemunho da vitória de Cristo sobre o pecado e a morte. Representava os que sairão do sepulcro na ressurreição dos justos (I Tes 4, 16).
Elias: fora levado ao céu sem ver a morte, representava os que se hão de achar vivos na terra por ocasião da segunda vinda de Cristo (ITes 4, 17).
Sobre o monte foi representado, em miniatura, o futuro reino da glória. Conversavam sobre a cruz: “hora da glória”. A hora da derrota do inimigo, a esperança do mundo, a salvação de toda criatura humana. Moisés e Elias foram escolhidos de preferência a todos os anjos para confortar Jesus.
Pedro, Tiago e João foram escolhidos para testemunhar a glória do Senhor.
O Pai dá testemunho do Filho: “Este é o meu Filho, aquele que escolhi: Ouvi-o!” Cristo age e fala em nome do Pai e conduz o novo povo de Deus ao seu reino pelo caminho da Cruz.
Nosso chamado é a Consagração.
Implica a vida, o ser: pertencemos ao Senhor.
Para consolar o coração de Jesus; ser a voz, as mãos do Senhor no mundo. Amar a Deus sobre todas as coisas – Mc 12, 28-34.