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OS MISTÉRIOS GOZOSOS

Quando rezamos o terço, contemplamos toda a vida de Jesus, dentre os mistérios de Sua vida, os MISTéRIOS GOZOSOS apresentam diversos aspectos que norteiam a nossa espiritualidade.

No Primeiro Mistério temos:

O anúncio  da Encarnação de Cristo – Lc 1, 26-38. Deus que toma a iniciativa e  vai ao encontro do homem.

O “Fiat” (sim) de Maria – Lc 1, 38. Pelo seu sim, Maria muda toda a história humana, a começar pela sua própria história, pelos seus próprios planos e projetos.

A concepção de Jesus. Jesus, que por amor, renuncia ao ser infinito, o tudo, e se transforma na criatura, aceita cumprir o plano de Deus para os homens.

O nosso anúncio – ser e levar a encarnação de Jesus, Deus único e Verdadeiro, ao mundo, aos homens por Ele amados, com paz, alegria e esperança.

O nosso “Fiat” – dizer sim ao chamado de Deus, aceitar, sem questionar, a missão a que Ele nos envia.

Gerando Jesus – deixar que a vocação Epifania, que é o plano de amor de Deus para cada um de nós, seja gerada, cresça e se solidifique.

 

No Segundo Mistério temos:

A visita de Maria a sua prima Isabel – Lc 1, 39-56

Maria, eleita por Deus para ser Mãe do salvador, cheia do Espírito Santo, teve atitudes  que são fundamentais, e que são regras na nossa vivência vocacional e na nossa ação evangelizadora:

§      Primeiro, cheia do Espírito Santo, ela vai visitar Isabel (missionária). Uma visita que se realiza no poder do Espírito Santo, gera alegria, leva ao Batismo no Espírito, provoca mudanças. É decisão de ir ao encontro do outro e compartilhar alegrias e dores. Contemplando este mistério, Deus nos dá o ministério da visitação, visitas que devem ser realizadas no poder do Espírito Santo e devem fazer parte de toda Obra Epifania, seja na ação social, seja na ação evangelizadora.

§      Depois vemos que quando Maria visita Isabel, ela se põe a serviço. Este mistério norteia também todo o compromisso social que somos chamados a realizar através da diversidade de profissões: é fé e vida. A missão nos leva a servir aos irmãos necessitados, carentes da Palavra e privados de terem uma vida digna de filhos amados do Pai.

 

“ O terceiro mundo é a Nazaré da sociedade capitalista. E alguma coisa boa pode vir do Terceiro Mundo ? Pode alguma coisa boa vir dos pobres, dos oprimidos, dos analfabetos do Terceiro Mundo ? Sim, eles são o lugar da Encarnação e da Boa Nova. São os filhos de Deus, Mas são faces tão deformadas de Deus que ninguém os reconhece como filhos de Deus. São rostos desfigurados e imagens dilaceradas do Deus encarnado.”

(Asi Emmanuel – Deus em Nazaré, p 126)

 

No Terceiro Mistério temos:

O nascimento de Jesus – Lc 2,1-7

O nascimento de Jesus não é uma simples manifestação de Deus, continuação daquelas do Antigo Testamento. Essa manifestação é o próprio Deus encarnado. Entrar neste mistério, contemplá-lo e descobrir todas as riquezas que vindas Dele, podemos oferecê-Lo.

Olhar para Jesus que nasce é também olhar para um irmão que chega à Comunidade, com o mesmo olhar que José, Maria e os reis Magos olharam para Jesus. Acolher quem chega e na situação que chega: pobres ou ricos, normais ou portadores de deficiência, simples ou difíceis ...

Os reis magos foram peregrinos – Mt 2, 1

Eles saíram em peregrinação ao encontro de Jesus. Deixaram suas casas, “portos seguros”, e foram ao encontro de Jesus seguindo a estrela – vontade de Deus. Uma peregrinação envolve despojamento, estabelecimento de prioridades, partilha, renúncia, levando a melhor riqueza que Deus mesmo nos deu – os dons – para oferecermos a Ele, através dos irmãos.

Peregrino é aquele que está sempre pronto para partir, seguir o sinal (estrela). O Espírito Santo indica o caminho. Os diversos ministérios são os presentes que oferecemos a Jesus quando estamos no seu exercício. Cantar, tocar, pregar, conduzir a oração são presentes para Jesus e por isso temos que observar bem com que espírito estamos realizando.

Os reis magos foram adoradores – Mt  2, 11

Diante do menino Jesus, os reis Magos se prostraram em adoração. Não viram apenas aquela criança pobre, humilde, mas reconheceram nele  Deus único. Diante do mundo que ignorava, que não acolheu o seu nascimento, os reis Magos foram escolhidos para adorar e prestar homenagem ao Deus Menino.

Nossa espiritualidade é a adoração. Assim como os reis Magos, somos chamados a estar sempre prostrados diante de Jesus, reconhecendo-O como verdadeiro Rei e Senhor do universo. Diante do mundo que diz sempre sim ao egoísmo, ao individualismo, ao culto a si mesmo, nós nos ajoelhamos diante de Deus e reconhecemos: somos nada diante de Jesus que é o Tudo.

 

No Quarto Mistério temos:

A apresentação do menino Jesus no templo – Lc 2, 22-38

Neste momento Simeão e Ana profetizam  que Jesus é o Salvador e também todo o sofrimento que Maria teria “uma espada te transpassará a alma”.

Este mistério traz a nós a dimensão de inserção e obediência à Igreja, do respeito às culturas e da purificação e educação através do sofrimento. Mais uma vez aparece neste mistério um anúncio cheio de esperança, profético e encarnado. A obediência ao Bispo, pastor da Igreja Particular, onde estivermos inseridos é fundamental nesta vocação que nasce para servir à Igreja.

 

No Quinto Mistério temos:

O encontro do menino Jesus no Templo junto aos doutores da Lei – Lc 2, 41-52

Jesus, nos é apresentado “crescendo em graça diante de Deus e dos homens”, obediente aos pais e fiel à sua missão. Este mistério engloba o aspecto da formação da Comunidade: interna e externa.

A pessoal se dá através da formação pessoal pelos irmãos formadores – “irmãos mais velhos” que nos ajudam no seguimento de Jesus Cristo  através do carisma; e a comunitária que se dá nas formações de acordo com o nível em que o formando se encontra (aspirantado, postulantado, noviciado ou consagrado) pelo estudo contínuo da Palavra de Deus e da Doutrina da Igreja.

 

Que o fim do nosso trabalho seja a glória de Deus: “Tudo o que fizerdes, fazei-o de bom coração, como para o Senhor e não para os homens, certos que recebereis, como recompensa, a herança das mãos do Senhor”. (Cl 3, 23-24).




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