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CARISMA EPIFANIA



 

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JO 6,22-71 – JESUS O PÃO DA VIDA

Jesus, o Pão da Vida

Jo 6,22-25 = Esta passagem se dá em seqüência à multiplicação dos pães, e que depois de saciados a multidão queria pegá-lo para fazê-lo rei. Jesus sabendo que não era sua hora e que não era esse tipo de reinado pelo qual Ele veio, retira-se para a montanha.

V 26-29= Jesus conhecendo o coração do homem, diz a “turba”, multidão em desordem, que ela não deveria ter-se contentado com comer pão mas deveria estar entusiasmada por aquele que o multiplicou; deveria ter o que o gesto da multiplicação dos pães simbolizava: Jesus é aquele que alimenta e faz viver.

Muitas vezes nos contentamos mais com os milagres, curas, libertações, providências, pelos feitos que o Senhor nos faz do que pelo próprio Senhor.

Devemos ser enamorados do Senhor do Reino antes do Reino do Senhor.

Costumamos criticar o “consumismo de Deus”, como a multidão, mas devemos olhar para  nós mesmos e ver se também não estamos fazendo o mesmo, de forma sutil, mas condicionando o nosso amor a Jesus ao nosso bem estar, conforto, recompensa, realização de sonhos e projetos.

Canto: “Só por Ti, Jesus”

v 30-36= Parece à mesma conversa que Jesus teve com a Samaritana. Jesus fala numa linguagem sobrenatural e eles falam uma linguagem natural.

Como a Samaritana, eles questionam a pessoa de Jesus:

“Por acaso és maior que o nosso Pai Jacó, que nos deu o poço do qual ele mesmo bebeu, como também seus filhos e seus animais?” Jo 4,12

“No deserto, os nossos pais comeram o maná, como está escrito: Ele lhes deu a comer um pão que vem do céu”. Jo 6,31

 Eles cultuavam muito mais Jacó e Moisés do que o Senhor deles, Deus.

“Senhor, dá-me essa água, para que eu não tenha mais sede e não precise mais vir aqui tirá-la.” Jo 4,15

“Senhor dá-nos sempre deste pão”.

Então Jesus se declara: “Eu sou o pão da vida”

Deus se dá a nós, seja através do seu Espírito (Jo 4), seja através da Eucaristia (Jo 6). Nós queremos um deus que realize todo o “bem” que pensamos ser o melhor para nós para vivermos “felizes para sempre” em comunidade, onde não temos mais que tirar água do poço ou não precisamos mais nos alimentar. Ele é a força, o sustento diário nesta via de consagração onde temos que pedir: Senhor dá-nos sempre de Ti que és o Pão da Vida; dá-nos sempre do Teu ES.

V 37-40 = Jesus é o Pão da Vida porque crer nele é participar da verdadeira vida. A vida eterna é antes de tudo a existência reconciliada com Deus; neste sentido, vida e fé são uma coisa só.

V41-45= Os judeus se escandalizaram com Jesus porque Ele não correspondia as suas expectativas messiânicas – I Cor 1,22-25.

O projeto de Deus para nossa vida muitas vezes, ou quase sempre, não coincide com nossas expectativas sejam elas quando estávamos fora ou hoje, dentro da comunidade. Quantas vezes agimos como os judeus e nos escandalizamos e procuramos matar a vontade de Deus, abortamos os planos de Deus para nossa vida e da comunidade. Como? Rebeldia, medo de se expor, apegos, disputa de poder, não querer perder.

Jovem Rico: Lc 18,1-23 ; 

“Ninguém pode vir a mim se meu Pai não o atrair.” Como a Samaritana, a multidão faminta e cada um de nós. Se estamos aqui, nesta comunidade foi o Pai que nos atraiu. Temos a mesma liberdade do jovem rico e ir embora, da Samaritana de crer e largar o cântaro, da multidão de negá-lo, ou como os discípulos acharmos que é duro, exigente demais – v.66. Qual a sua opção?

V46-59= “Aquele que come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna e eu o ressuscitarei no último dia...”

O Filho do Homem vem do céu e volta a subir para o céu, e os que aderem a ele pela fé e a participação no sacramento participarão dessa vida celeste que está nele.

A Eucaristia não é um acaso, é projeto de Deus. O maná no deserto é uma prefiguração da Eucaristia Hb 9,4. Ele quis instituí-la junto com seus apóstolos. Ele desejou e deu aos discípulos uma responsabilidade: “Fazei isto em memória de mim.”

A Eucaristia é o sacramento por excelência. É a fonte e o ápice de toda a vida cristã pois a santíssima Eucaristia contém todo o bem espiritual da Igreja: o próprio Cristo, a nossa Páscoa.

Por este sacramento nos unimos a Cristo, que nos torna participante do seu Corpo e do seu Sangue para formarmos um só corpo.

Todos os sacramentos têm em si a força própria de unir a Cristo. A Eucaristia tem esta força mas algo mais. O quê?

LG 26 - Ela nos transforma naquele que recebemos. Não é uma união física mas transcendente.

São Tomás de Aquino: “A finalidade da Eucaristia é para que nos transformemos naquele que recebemos. É participar da vida de Cristo”.

O paraíso é entrar na Santíssima Trindade. O céu é entrar, penetrar na vida de Deus. Entramos pela porta que é Jesus. A Eucaristia é a antecipação desta pertença, entrada no céu, no seio de Trindade. Em Jesus, com Jesus e por Jesus, entramos no seio da Santíssima Trindade.

A Comunhão com Cristo nos faz uma só coisa com Ele, então tudo o que fazemos tem nova força.

Visto que Cristo mesmo está presente no Sacramento do altar, é preciso honrá-lo com um culto de adoração. A visita ao Santíssimo Sacramento é uma prova de gratidão, um sinal de amor e um dever de adoração para com Cristo, nosso Senhor.

Em Nossa espiritualidade: Eu reconheço que Ele é o Senhor quando paro tudo o que estou fazendo para ficar quieto diante dEle em silêncio, com toda a minha pequenez, miséria, pecados. 

A adoração é um desdobramento do culto por excelência que é a Eucaristia.

Me surpreende Senhor, olhar-te tão pequeno em um humilde pão que minha boca pode triturar.

E poder tê-lo dentro de mim como um amigo de verdade

Me surpreende, Senhor que sendo Tu tão grande podes aqui estar,

Demonstrando toda humildade

Demonstrando o quanto és capaz de amar

Pois me alegra, Senhor

Saber-me convidada para tua celebração

Sentar-me em tua mesa e de coração

Selar contigo um pacto de esperança

De levar-te aos demais o Pão da Vida

E alegrar o coração que triste está.

 

V60-71= “E vós não quereis partir?”

Numa comunidade sempre esta pergunta estará ressoando em nossos ouvidos diante dos desafios diários de relacionamento, missão, conversão, despojamento, rebaixamento.

A cada dia também temos que dar nossa resposta como Pedro: “Senhor, a quem iríamos? Tu tens palavras de vida eterna. Cremos e conhecemos que tu és o Santo de Deus.”

Voltamos então ao princípio: Como noviças, qual a motivação do seu coração para estar na comunidade? O Santo de Deus, o Senhor do Reino?

Um pouco da história dos que entram e saem porque é exigente demais.




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